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Hortelã Pimenta

Hortelã Pimenta

30
Dez17

Quando o frustrado se transformou em "Doutor"


Constança

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Não gosto de doutores que não sejam os médicos. Ou os que fizeram um doutoramento.

A sério, irritam-me profundamente os que ficam irritados por não lhe chamarem "Doutor(a)".

Irritam-me porque, hoje em dia, somos todos licenciados e vejo miúdos com um Doutoramento a sério, que são obrigados a chamar o chefe, licenciado, de "Doutor"... será que é licenciado?

Irritam-me as pessoas que despejam as frustrações em ridículos títulos, que deviam estar reservados para o trato com as pessoas do exterior. Não para os colegas do dia a dia.

Quando saem do trabalho, imagino que os  dos "doutores" vão para casa, tristes, porque vão ser esmagados por outros.... Para quem não têm força, nem a nada conseguem impor-se. Um(a) mau chefe faz um mau funcionário e destrói um departamento inteiro.

 

Note to self: A designação "chefe" é uma ironia. Para mim, os chefes são da polícia! :P

26
Dez17

2018


Constança

Os dias a seguir ao Natal são estranhos... Está toda a gente a recuperar e só daqui a uns dias é que vem a euforia da passagem de ano. Pessoalmente , este ano, não estou com vontade para grande coisa. Vou deixar que passe e, quem sabe, lá para a meia-noite e meia estou na cama. Deve ser reflexo do estado de espírito. É mesmo. Mas isto tem um lado bom: no dia 1 acordo bem e não passo dois dias de ressaca. Neste momento não encontro grandes motivos para isso. Para justificar uma ressaca, só uma grande alegria. Mas vou comer marisco e abrir uma garrafa de champanhe. Não como passas, detesto, mas vou pedir, pedir muito, para que 2018 seja gentil comigo. Mais do que os seus irmãos mais velhos têm sido ultimamente. Assim espero.

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06
Dez17

Hoje fiz alguém infeliz


Constança

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A loucura Natalícia está instalada! Olho à minha volta e já andam todos com a capinha vermelha às costas, uns trazem gorro, outros uma grande barriga, outros grandes barbas e outras vestem-se de Mãe Natal, igualmente de vermelho, mais elegantes ou mais anafadinhas, mas com colares de sino ou brincos de bolas decorativas. Mas todos vestem... Natal! Há uns dias atrás, não passavam de comuns mortais, cinzentos ou sepia, pessoas a quem só resta um passado longínquo, pessoas que não esperavam muito mais. Pessoas a quem os dias iam correndo, um de cada vêz, só porque sim. Havia pessoas boas, pessoas neutras e, claro, pessoas más. Estas últimas mais cinzento-amarelado, pelo tempo, pela frustração, pela angústia. E também por aquela horrível palavra (que só se usa para descrever algo mesmo ruim) que é a inveja da felicidade dos outros, dos que são felizes mesmo quando não é Natal. Dezembro entrou no fim de semana e na segunda feira seguinte, pumba! O cenário era este... todos com a indumentária natalícia, capinhas, gorros, fitas e sininhos. Todos a serem bonzinhos para receber prendas do Pai Natal, que agora já está alerta e espreita-nos em todo o lado. Se estiver ocupado, manda uns duendes que depois lhe reportam as malandrices. You can run but you can't hide... bolas! E assim vai agora o dia a dia. Todos vestem vermelho, enfeites, mais que muitos. Sinto-me ofuscada por tanto brilho. Uma pessoa cinzento-amarelada pergunta com o ar mais feliz e festivo que se pode ter: "Vais ao jantar de Natal???😄", respondi secamente: "Não!😑". A desilusão foi visível em seu rosto. E com a sua veste vermelha, afastou-se, a arrastar a capa e, com certeza, a pensar: "Como podes ser tão insensível ao Natal?". Moral da história: hoje fiz alguém infeliz. Nota: eu vestia uns jeans azuis e uma camisola preta.

03
Dez17

Depois de fazer a árvore de Natal


Constança

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O que mais gosto em Dezembro é da árvore de Natal. Depois de a fazer, gosto de me deitar no sofá e ficar a apreciar o efeito das luzes na parede. Ás vezes chego a adormecer naquele embalo. A calma que me invade é inexplicável. E todos os anos, nestes momentos, revivo mentalmente os mesmos episódios do passado. Sempre os mesmos, cenas particulares, dias e momentos específicos. Esses são os meus recantos secretos. Como um quartinho em que entro e fecho a porta. Ninguém mais lá vai, só eu. Sempre que preciso vou lá um bocadinho. Sem marido, sem filhos, amigos, ninguém... Lá está guardada toda a magia que o Natal representa para uma criança. Mesmo quando depois de adulto percebe que não era nada daquilo e que entendemos tudo mal. Mas o sentimento ninguém nos tira. Porque mesmo depois de deixar de acreditar no Pai Natal, reconforta-nos voltar a sentir aquilo tudo outra vez. Refúgios da mente para enfrentar o mundo adulto. Faz parte de mim. Boa noite.😊

01
Dez17

Uma carta para Garcia


Constança

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No outro dia, uma pessoa amiga cuja empresa apresenta dificuldades, contou-me uma pequena história que me deixou verdadeiramente aterrada! Para melhor compreensão, emprestou-me um livrinho, última oferta lá do sítio. Tirem conclusões... E se, de repente, a pessoa com o cargo mais alto da sua empresa, aquele de quem todos dependem, lhe fizesse chegar um livro em que, logo nos primeiros parágrafos, pode ler-se o seguinte: "O presidente McKinley deu uma carta a Rowan para a entregar a Garcia. Rowan pegou na carta e não perguntou: Onde é que ele se encontra? Ora aí está um homem cuja figura devia ser esculpida em bronze e colocada em todas as universidades da Terra. Não é de aprender nos livros que a juventude necessita, nem de instrução acerca disto ou daquilo, mas de um《reforço vertebral 》que lhe permita ser leal a uma causa, agir com celeridade, concentrar as suas energias e fazer o que deve ser feito: levar uma carta a Garcia." Posto isto... acho que não vou ler o resto porque já vi o filme.

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